O papel dos CRAS na geração de renda dos mais vulneráveis

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Por Diego Deus e Mayquele Loiola

Dando continuidade ao último dia de apresentações do 64º Congresso Estadual de Municípios, em Campos do Jordão-SP, evento organizado pela Associação Paulista dos Municípios- APM, palestrantes discutiram o papel do CRAS na geração de renda dos mais vulneráveis.

Nayara Karam Moysés, Secretaria Executiva de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, detalhou o programa “Próspera Família”, iniciado em agosto de 2021, serviço de atendimento à mulheres cadastradas nos Centros de Referência à Assistência Social – CRAS, e que não possuem renda no estado de São Paulo. “Mulheres que moram sozinhas com os seus filhos, ou que são impossibilitadas de trabalhar e ter a própria renda”, explicou.

Nayara ainda informou que o programa conta com equipes tutoras que trabalham com competências sócio emocionais junto a essas mulheres. “Capacitações profissionais também são pautas a serem discutidas com essas mulheres para inseri-las no mercado de trabalho […] A maternidade destas mulheres também é beneficiada com os atendimentos. Os laços afetivos com os seus filhos são reforçados”, declarou.

Gisela Solymos, Coordenadora de Inclusão Produtiva do SEBRAE-SP, apresentou os conceitos de inclusão produtiva, um método desenhado pelo governo de São Paulo e aplicado por meio do SEBRAE. Dentro da proposta que já é executada no estado, foi citado o fomento à agricultura familiar e a criação do regulamento do SIM. A elaboração desta normativa possibilita que o pequeno produtor rural possa vender os produtos em toda região e, não somente, dentro do município onde mora. Além disso, a elaboração da Gestão de resíduos sólidos, um dos temas mais debatidos nos três dias de congresso entre os gestores participantes.

Maria Claudia Carvalho Souza, Coordenadora do Programa de Fortalecimento Local da Inclusão Produtiva (PFLIP) finalizou a apresentação do painel, e solicitou aos prefeitos e assistências sociais apoio no movimento de inclusão. ”Existem exércitos de pessoas em exclusão social, e elas podem e devem ser incluídas no mercado de trabalho, pois são pessoas capacitadas.”