Obrigado, Santos!

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A grande festa de encerramento do 62º Congresso Estadual de Municípios recebeu o governador Marcio França e o ex-governador Geraldo Alckmin.
Ao som de ‘amigo de fé’, do rei Roberto Carlos, ambos entraram no auditório e foram ovacionados.
O prefeito da cidade anfitriã – Santos -, Paulo Alexandre Barbosa, foi o primeiro a discursar. Ele saudou a APM por proporcionar um evento que ouve diversas matrizes políticas e receba diferentes partidos políticos.
Barbosa ressaltou a gestão de Alckmin e afirmou que o Estado está em boas mãos.
O filho de França, o deputado estadual Caio França, também elogiou o trabalho do ex-governador, principalmente no quesito de mobilidade urbana, com o VLT.
Se referindo ao pai, pediu para as pessoas se lembrarem que nem todos os políticos são corruptos. “Precisamos de líderes para retomada de esperança”, disse Caio.
O deputado federal João Paulo Papa agradeceu tudo o que Alckmin fez por São Paulo. Quanto a Márcio, argumentou que este conhece as dificuldades dos municípios, já que foi prefeito de São Vicente.

Carlos Cruz: Campos do Jordão no radar
O presidente da APM, Carlos Cruz, anunciou que a próxima edição do Congresso será na cidade de Campos de Jordão.
“O Congresso tem dois viés: política e de gestão. E tem o intuito de auxiliar políticos em seus governos”, disse.
De acordo com Cruz, os dias de debate serviram para ajudar na escolhe dos governantes, já que abriram para políticos que quiseram expor suas propostas.
Além disso, a participação das mulheres também foi especial.
“A programação especial foi dedicada a elas”, enfatizou Cruz.

Alckmin quer investimento em educação,
desfinanciamento da saúde e segurança pública
“Geraldo presidente, Brasil para frente”. Foi essa frase que foi ouvida assim que o candidato à presidência Geraldo Alckmin se posicionou para discursar. Antes de apresentar suas propostas, exaltou o Congresso, porque é voltado para o povo. “Aqui as coisas acontecem”, disse.
De acordo com ele, uma política bem feita é arte e ciência.
“Arte é dom, precisa amar o próximo. Ciência é preparo, tomada de decisões difíceis, aprofundamento de temas, com o objetivo de errar menos”, explicou. Ele ainda disse que a pior política é a omissão.
Em relação ao que vai priorizar caso seja eleito presidente, foi enfático: a descentralização, educação, desfinanciamento da saúde e segurança pública.

França: primeiro compromisso oficial como governador
O mais novo governador do Estado de São Paulo realizou o primeiro compromisso oficial no CEM. Além de agradecer pelo apoio, deu sugestões e apoiou a candidatura de Alckmin à presidência da República.
Em um discurso descontraído e com pitadas de humor, lembrou do tempo em que era prefeito de São Vicente, cidade da Baixada Santista. “Ainda vão atrás de mim para saber se a saia da baiana do Carvanal era feita de tule. Isso, porque eu fui prefeito há 20 anos”, brincou.
França afirmou que as pessoas têm medo de se comprometer nos dias de hoje e por isso, “é muito difícil arrumar um secretário da Fazenda”.
“Eu sinto que voto é desprezível. Nós fomos eleitos pelo povo e os ministros do Supremo Tribunal Federal parecem mais importantes”, desabafou.
O orgulho de ser político é evidente em sua fala, mas fez questão de ressaltar isso e declarou que jamais vai mudar quem é. “Comigo não tem rasteira, tem olho no olho e palavra cumprida”.
Segundo ele, políticos decentes não são milionários, porque não faz por dinheiro e sim por vocação. O lado que ele apoia é das pessoas mais simples e que mais precisam. “Não quer acesso ao povo, não peça voto”, reforçou.

Sobre Alckmin: “O cidadão mais idôneo que conheci”
“Ele é o cidadão mais idôneo que conheci. As pessoas têm que aplaudi-lo de pé pelo que já fez”, disse França sobre o candidato.
O governador lembrou que fazem 106 anos que não elegem um presidente  paulista e que esta seria uma boa oportunidade, já que “Geraldo é a melhor escolha”. Ele prometeu fazer uma trincheira em todo o Estado para a vitória.
“Pesquisas não significam nada, quem ganha voto é quem tem mais sinceridade”, finalizou.

Seis dias que vão entrar para a história
Acabou a 62ª edição do Congresso Estadual de Municípios e este foi um momento histórico.
Abrindo o CEM, o presidente Michel Temer e encerrando, o governador do Estado, Márcio França, que atenciosamente visitou cada um dos stands presentes. Este foi o primeiro compromisso oficial de França após assumir o cargo.
Durante os seis dias de atividades, palestras e painéis. Foram discutidos temas voltados para a saúde, inclusão, economia e o principal, que tematiza o Congresso: tecnologia. Além disso, candidatos à presidência e ao governo de Estado puderam apresentar propostas e estratégias administrativas.
Os congressistas puderam conhecer seus ídolos políticos, esclarecem dúvidas e até tiraram fotos!
Durante as plenárias, vereadores, prefeitos e secretários apresentaram para o consultor jurídico, dr. Tony Chalita, e para o membro do Conselho Deliberativo da Associação Paulista de Municípios, Flávio Callegari, suas reivindicações e pedidos de melhores para as cidades que representavam, no já conhecido e tradicional pinga fogo.  

 

 

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