Reduzimos a mortalidade infantil: uma boa notícia para balizar as nossas decisões futuras

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Os municípios do Estado de São Paulo são um exemplo de que, quando há empenho e boa vontade, as coisas podem se transformar para melhor. Veja o caso da mortalidade infantil.
Em 25 anos conseguimos reduzir os casos de mortalidade na infância em 65,7%, segundo levantamento divulgado nos últimos dias pela secretaria de Estado de Saúde em parceria com a Fundação Seade.
Em 2016, na média nossos 645 municípios registraram 10,7 mortes de crianças menores de um ano para cada mil nascidas vivas. Para se ter uma ideia, em 1990 o índice era 31,2 para cada mil.
Especialistas atribuem a redução ao aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, ao incentivo ao aleitamento materno, à ampliação do acesso ao pré-natal, à expansão do saneamento básico e à vacinação em massa de crianças pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Na análise por municípios, os dados indicam que a região de São José do Rio Preto registrou o menor índice de mortalidade infantil do estado em 2015, com 8,4 óbitos por mil nascidos vivos; seguida pela região de Ribeirão Preto, com 8,6 mortes por mil nascidos vivos; e de Campinas e São João da Boa Vista, com 9,1. Na região metropolitana de São Paulo, a taxa é de 10,9 óbitos de crianças com menos de 1 ano.
De acordo com o levantamento, as regiões de Registro e Ribeirão Preto tiveram as maiores reduções do índice entre 2015 e 2014 (- 31,5% e – 24,1%, respectivamente).
Das 17 regiões do estado, 15 registraram queda na mortalidade em 2015 em relação ao ano anterior. Dos 645 municípios, 178 não tiveram nenhum óbito e um quarto das cidades apresentou índices inferiores a dois dígitos.
“Temos que redobrar os esforços na região metropolitana da Baixada Santista, que tem mais pobreza, ocupação irregular. Vamos ter mais hospitais prontos no ano que vem, que é o Hospital Regional de Itanhaém; e no Vale do Ribeira, o Hospital Regional de Registro. Mas é importante destacar que nossa meta é chegar a menos de 10 óbitos a cada mil nascidos vivos”, disse o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, David Uip.

Caminhar pra frente

O levantamento também mostrou que a principal causa de morte na primeira semana de vida está relacionada a complicações perinatais, ou seja, ligadas a problemas na gravidez, parto ou nascimento, que representaram 77,9% dos óbitos na fase neonatal (zero a seis dias de vida). As complicações perinatais também são a principal causa de mortes de crianças com menos de um ano (57,4%).
Em seguida, aparecem as malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas, com 23% do total de mortes.
Na fase pós-neonatal (28 a 364 dias de vida), esse fator representou 26,5% das mortes. As doenças do aparelho respiratório e as infecciosas e parasitárias foram responsáveis, cada uma, por 4,1% das mortes de crianças de até 1 ano na fase neonatal. Na fase pós-neonatal, ambas são mais recorrentes correspondendo a 12,3% e 12,8% dos óbitos, respectivamente.
“A pesquisa, em resumo, apresenta duas situações distintas e interessantes”, avalia o presidente da APM, Carlos Cruz. “A primeira é que os resultados aparecem quando há trabalho sério e dedicado. A segunda é apontar caminhos, com causas e consequências, para que nossos gestores continuem perseguindo a excelência da gestão na busca de uma melhor qualidade de vida para todos, sem distinção de classe social”.

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