Prefeitos da região de São Carlos se reúnem para discutir crise nos municípios

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Encontro da Associação Paulista dos Municípios ocorre nesta quinta-feira.
Nos últimos meses, prefeituras reduziram horários para cortas gastos.

 

 

Image00007       A cidade de São Carlos (SP) sedia nesta quinta-feira (26), no Teatro Municipal Alderico Vieira Perdigão, uma reunião da Associação Paulista dos Municípios (APM). O encontro debate a crise atual do país e a real situação das prefeituras do interior paulista. Nos últimos meses, alguns municípios da região como São Carlos, Araraquara, Descalvado, Rio Claro e Rincão adotaram medidas como mudanças nos horários de atendimentos e redução da jornada de trabalho para economizar e tentar reduzir as dívidas das prefeituras. Foram convidados os 645 municípios e associações de várias regiões do estado, como a Associação de Prefeitos da Região Central (APREC), da qual São Carlos faz parte. O prefeito, Paulo Altomani, lembrou que a situação da cidade é uma das mais delicadas em virtude dos saques. “Tivemos mais de R$ 73 milhões sacados pelo Tesouro Nacional em virtude de contas de administrações passadas, devido a isso ainda temos dívidas com fornecedores e prestadores de serviços, porém precisamos cumprir a lei, não podemos deixar de investir os índices estabelecidos, caso contrário o Tribunal não aprova nossas contas”, ressaltou ele à assessoria de imprensa da administração

municipal.

Image00001 União

Para o presidente da Associação Paulista dos Municípios, Marcos Monti, é importante a união dos municípios. “A maioria das Prefeituras já está quebrada. Na verdade no nosso pacto federativo a União fica com 58% das receitas tributárias, os Estados 25% e os municípios apenas 17%. E aí está a grande dificuldade porque no momento de crise econômica a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, porém os municípios são os que mais prestam serviços a população na área da educação, da saúde, da assistência social”, disse.

Image00002  Segundo ele, com a queda da arrecadação, está difícil manter o funcionamento dos serviços oferecidos à população. Em relação à redução dos horários das prefeituras, Monti disse que a medida ajuda, mas não tira a administração do vermelho. “Hoje com o desemprego aquele que tinha plano de saúde vai procurar agora a rede pública. Se ele tinha um filho na escola particular, vai para a escola pública. O que vemos hoje é uma diminuição dos recursos e aumento de demanda, então essa conta não fecha”, explicou.

 

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